quarta-feira, 13 de junho de 2007
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Tenho montes de coisas pra espetar online mas tão pouco tempo.
Alguém sentiu a minha falta foi?
Beijinhos às primas...
terça-feira, 8 de maio de 2007
São Lágrimas...
Passo para o meu leitor temas de autores tão portugueses como Mafalda Veiga, José Cid, Luis Represas, Delfins, Zé Cabra, Tony Carreira, D'zrt. (Acho q já me tinham topado a tanga logo na Mafaldinha mas prontos).
Vou passar 4 dias na terra dos canivetes, queijos, chocolates e offshores. Não, não tou a falar da Madeira, eu disse canivetes, queijos e chocolates antes por causa disso mesmo. Ao sentir-me de partida, nem que seja por tão pouco tempo, só tenho um pensamento estampado: Irra!
Este sentimento misturado de alívio por ir de mini férias, de ir matar saudades, de curiosidade por ir conhecer o povo das cruzinhas que ainda não decidiu que língua falar, de entusiasmo por ir visitar o museu Giger e de pura parvoice, mas que nem assim consigo definir o nome a dar-lhe.
Deixo aqui com uma interpretação fenomenal por um artista de renome que consegue musicalizar este sentimento melhor do que eu consigo espremer o encéfalo para o teclado.
Quando voltar de certeza que vou ter muita coisa enfadonha pra contar que de certeza ninguém irá querer saber, o que me dá algum gozo. Dito isto, até para a semana.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Denúncia
O pior mesmo é que tudo se passa às claras, sem qualquer pudor. Vamos às páginas amarelas, aos classificados de um jornal e lá está: Tectos falsos!
Todo o conceito do tecto falso é enganoso. Afinal o que é um tecto falso? Se fica por cima da nossa cabeça é um tecto ou não é?
Tecto para mim são aquelas coisas das casas ou de qualquer tipo de habitáculo que fica na parte de cima.
Um tecto falso fica onde? Por baixo do tecto, isto não é mais nem menos do que uma burla, andamos a pagar por algo que já existe!
O verdadeiro tecto falso é aquele que cobre um sem-abrigo. Esses coitados é que dormem com um tecto falso, ele não está lá para os proteger da chuva ou do frio.
Não quero ser anti-semita mas este parece-me um exemplo de uma das poucas coisas inventadas pelos ciganos e não pelos génios da humanidade, esses professores Pardal que são os chineses. E inventados pelos ciganos porquê?
Porque no fundo o tecto é treta, é falso tal como os deles. Isto é ou não é ser cigano?
Por mim era prender estes gajos todos que andam por aí a montar essas coisas, seus vigaristas! Isso ou besuntá-los com mel e metê-los numa toca com ursos...
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Ausência
Sei que tens sentido a minha falta.
Faz-te à vida, tenho mais que fazer, ou pensas que não faço mais nada que ficar sentado a escrever parvoices para a Internet?
Há quem tenha que trabalhar, como eu estou a fazer agora, enquanto escrevo então as tais parvoíces...
Já está quase.
Fiquei contente por saber que afinal ainda vou tendo alguns leitores (nada) assíduos (à força) e que até vão gostando do que vomito para aqui.
Há malucos para tudo, enfim...
Morse
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Maios: Tradição estúpida ou conspiração?
Já toda a gente conhece os maios, aqueles bonecos que parecem espantalhos ricos expostos no 1º dia do mês com o mesmo nome (se calhar Fevereiro...).
Por muito que tente compreender as tradições, há coisas que realmente nunca vou perceber e isso até pode ser bom.
Custa-me a perceber a esperteza de fazer bonecos a imitar gente para exibir para as pessoas que passam na estrada, se souberes de alguém interessado em explicar:
a) Pede-lhe para me elucidar;
b) Explica-lhe que realmente há coisas mais interessantes na vida que bonecos a imitar gente, com a excepção única da querida Lola;
c) Dá-lhe um par de estalos e diz-lhe que precisa de ajuda de profissional;
d) Todas as anteriores.
Não estou com isto a desprezar a cultura inerente a essas figuras tão místicas de uma tradição como esta, apenas acho que, como diria o Professor Chibanga, "é estúpido!".
O tempo dispendido a realizar estes bonecos poderia ser utilizado de formas tão melhores de embelezar a paisagem, como por exemplo apanhar lixo do chão que se vê em todo o lado ou mesmo (apenas para as miudas giras, se bem que não devem ser muito espertinhas senão de certeza que iriam ler livros ou fazer alguma coisa útil com o seu tempo além de brincar com bonecos) mascarar-se de boneca em bikini. Ou de boneca em não bikini...
É claro que eu, ser paranóico e com uma imaginação muito fértil, ou como diria o Professor Chibanga, "estúpido", acho que aqui há gato. Ou boneco...
Vamos ver os factos:
- Portugal está no top dos países com mais acidentes na estrada, nem vale a pena discutir para já os motivos.
- Quando estes totens de parvoíce são exibidos, a atenção dos condutores deixa de incidir no essencial telemóvel, no puto no banco de trás, no autorádio, num livro (sim já vi gente a ler e nem foi um caso isolado) ou no raio que os parta, passando a focar-se nos malditos bonecos.
- Estes bonecos não são capazes de cumprimentar os transeuntes nem tampouco retribuir uma cordialidade, sinal que não devem estar ali muito bem dispostos, provavelmente revoltados com a falta de um sindicato. OK isto já é uma interpretação, não um facto. E...?
Ligando os pontos todos, de certeza que qualquer um chegaria à conclusão mais que óbvia: Aqueles bonecos satânicos, primos afastados do Chucky, estão ali para perturbar o bom funcionamento do trânsito português, tentando aniquilar-nos por completo através da destruição do nosso intelecto (se não percebeste logo a ligação do nome de maios ao mês, podes continuar a ler na mesma) e aumentando a taxa de mortalidade nas estradas para total, ou seja, por cada carro que circule, 3 serão destruídos e 4 vão despistar-se e causar danos morais, porque depois de um acidente a moral do condutor fica sempre abalada.
O meu conselho, se é que me permito, uma vez que isto é o meu blog e nele sou o Senhor Supremo e dono da verdade absoluta até isto ser cancelado, é dar-lhes desprezo. Ao reparar que essa abordagem não resulta, são arrumados em qualquer lado e dão lugar aos outros maios, que costumam andar por aí o resto do ano.
Bonecos!
quinta-feira, 19 de abril de 2007
The Unnamed feeling
Gostava de perceber que natureza será a minha que tanto me dá para ser dócil e meigo com toda a gente, mesmo aqueles que já me fizeram mal intencionalmente, como a seguir me transformo e não vejo nada sem ser raiva.
Na verdade, acho que sempre fui assim, mas cada vez mais esta minha faceta tem causado transtornos no meu dia-a-dia, como que a rasgar para a superfície, tornando-se cada vez mais evidente.
O cúmulo foi hoje, em que estava muito bem, acabei a tarde a beber uma cervejola com uma amiga, não haveria qualquer motivo para estar atrofiado.
Errado! Bastou um otário qualquer na estrada fazer uma asneira à minha frente para sentir logo algo a borbulhar dentro de mim, já não era eu.
Poderia tentar explicar isto como demónios interiores, mas nem eu sei o motivo para tal, simplesmente acontece e infelizmente cada vez com maior frequência.
Esta música descreve bem o que se passa dentro de mim, é só escutar:
Para toda a luz há uma escuridão, para cada ínfima porção de bem há um pouco de mal, nem mais, nem menos. Devo realmente ser muito bom porque o que me passa cá dentro é perverso, mau no verdadeiro sentido. E isso não me agrada.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
És uma porreira!
sábado, 14 de abril de 2007
Medo? Sim...
Porque optas por fugir?
Diz-me o que estás a sentir,
Qual a causa desse medo.
Não devias ter nada temer...
Agora que não sou teu
Sabes o que acabas de perder.
Quem tu conheceste morreu
De tanto lhe fazeres sofrer.
Com o tempo curo as feridas,
Sem te perdoar essas partidas,
Não me arrependo do que fiz,
De te tentar fazer feliz.
Algum tempo já passado,
Ainda incapaz de perdoar,
Sinto-me de novo abençoado,
Com a vontade de arriscar
Sem medo de ser magoado.
E, se mesmo assim,
A vida voltar a correr mal,
Vou dizer para mim:
Levanta os cornos, animal!
Diamonds and Pearls
No entanto, considero que tem havido uma evolução interior. Passo a explicar:
Tenho conseguido canalizar a agressividade que me caracteriza para a escrita de uma forma mais racionalizada. A pouco e pouco vou desenvolvendo as minhas ideias de forma verbal mas com uma figura ainda imperceptível, sinal que ainda há muito caminho a percorrer. Como sempre.
No outro dia vi-me como uma ostra e nem foi pelo conceito de uma pedra com uma escarreta lá dentro, mas pela interpretação metafórica que lhe associei, uma casca dura mas frágil a proteger um interior apetecível aos predadores, a capacidade de transformar uma ferida numa pérola, forma da Natureza nos ensinar uma lição de como o que hoje nos fere amanhã cicatriza e depois nos tornará mais valiosos.
Hoje vejo-me como um bocado de carvão. O carvão é áspero, sujo e opaco. Sujeito a pressão modifica-se e torna-se diamante, muito mais valioso, de uma dureza ímpar e capaz de reflectir a luz de uma forma límpida, divina.
Em circunstãncias normais, em que o ambiente está estagnado, tranquilo, onde os mais conformistas se sentem descansados ou mesmo realizados, não há nada que possa causar a mudança do carvão nem a ferida da ostra.
É perante a adversidade que nos tornamos mais duros, mais brilhantes, mais preciosos.
Assim, quando outro diria basta, eu digo mais, confiante na minha força interior, no meu carácter e na minha perserverança para mostrar o quanto posso ser mais brilhante que os outros bocados de carvão, por ser mais valioso que as outras ostras.
Venham de lá os desafios!!!



